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28/06/09

resolvi ir visitar o MUDE, com o objectivo de ver a exposição "ombro a ombro: retratos políticos". é uma exposição interessante que acho que todos os amantes de fotografia/política/design/propaganda vão apreciar - mas não só. ao deparar-me com os cartazes da primeira ministra da Ucrânia, Yulia Tymoschenko, cedo percebi que os amantes de Star Trek e da sequela cinematográfica Fast and Furious também iam gostar. se a confusão tomou conta da vossa mente, eis a explicação:


pois é, esta senhora, com este cartaz magnífico-foleiro, ascendeu a chefe de Governo. prontamente, fiz o paralelismo: se José Sócrates pretende ser primeiro ministro de novo, porque não adoptar uma propaganda política similar? para mim, um cartaz de José Sócrates montado num burro (algo mais à escala do nosso pequenino Portugal) fará milagres...

11/06/09

o dilema do 'não me apetece estudar, mas tenho que'. a vontade de ouvir the shins até à morte, ao mesmo tempo que salto no meio de prados verdejantes. o desejo de me deitar na relva de pés descalços a ver as estrelas e a comer um balde de haagen-dazs. querer muito apanhar o primeiro avião que me leve para fora daqui e para fora de mim. basicamente, estar aqui, a fazer isto, agora, não faz sentido nenhum.
preciso de arrumar o meu quarto, o meu computador, a minha cabeça.
e quero banhos tardios no rio, filmes ao entardecer, e noites com conversas vindas de dentro.

sinto-me amarrada.

07/06/09

é nas pequenas coisas que me foco. vivo dos pormenores, procuro detalhes como quem respira.
um sorriso nos olhos, uma frase escrita a fugir num bocado de papel rasgado, a música que estava a dar no café naquele dia, a maneira como o sol batia na janela do carro.
é quase obsessivo, quase doentio, procurar coisas pequenas. querer ver para além da megalomania actual.
para mim é aí que estão as verdadeiras diferenças. longe dos pormenores, somos todos estupidamente iguais. sem detalhes, parecemos todos membros da mesma família - fardados, uniformizados, produzidos em série.
daqui a umas horas vou votar. vou fazer a última coisa que me falta fazer para me tornar adulta (ou um protótipo de). no entanto, estou à nora. não consigo que a política me cative; já tentei ler sobre isso, prestar mais atenção ao telejornal, tudo isso. e nada, a política não me seduz. pior, acho que não é só a mim, parece-me que este analfabetismo político é bem característico da minha geração. é certo que somos os adultos de amanhã, temos que ter presentes os nossos deveres enquanto cidadãos e bla bla bla, mas temos culpa que ver séries e ir ao bairro soe melhor do que ler manifestos dos partidos?

e claro que achava piada ver o Avô Cantigas no Parlamento Europeu mas acho que vou mesmo recorrer à 'pimpuneta'.

04/06/09

fugir parece sempre a melhor opção.
não que seja cobarde, mas viver (aqui) às vezes cansa.
não quero mais a cabeça cheia, nem o chão a fugir.
e estou farta dos meus constantes suicídios.
chegar. partir. dois movimentos tão antagónicos, mas sempre tão juntos.
nas chegadas, o coração a gritar e as pernas a quererem sempre correr mais e mais só para chegarem mais rápido.
nas partidas, o coração a gemer baixinho e os pés a arrastarem, como se andar um metro fosse caminhar um continente.
mas há sempre uma constante: cabeça e coração em ti, com a certeza de que faz tanto sentido.

é bom voltarmos a fazer sentido.

03/06/09

acabei de fazer um teste para ver o meu posicionamento político, e adivinhem que partido me deu? o MPT - Partido da Terra. está aqui um excerto do programa político:

"A necessidade da dignificação da nossa “Terra” obriga-nos a defender os princípios da Ecologia, a insistir numa política global de ambiente e a avançar com uma política de desenvolvimento sustentável, sem esquecer que é o interesse do Homem e, em especial, o interesse dos Portugueses e dos povos culturalmente irmãos que está no centro de todas as mudanças. A Ecologia que defendemos impõe uma visão humanista da sociedade."

e eu penso "mas eu gosto tanto de andar de carro..."

29/05/09

faz hoje um ano que tirei a carta. sem eu perceber bem, esse foi um dos dias mais importantes que já tive; e porquê? porque o dia 29 de Maio de 2008 iria ser o início de uma imensa odisseia.
já conduzi a rir sem parar, já conduzi a chorar como se o Mundo fosse acabar, já conduzi com um sol imenso e com as janelas todas abertas e já conduzi com chuva torrencial, nevoeiro e a forte probabilidade de nevar. já conduzi a cantar a plenos pulmões e já conduzi quase a ouvir o meu próprio ressonar de tanto sono que tinha. já bati num muro, num candeeiro, num portão e numa parede - mas nunca bati noutro carro! já discuti com taxistas, já quis muito atropelar peões e já praguejei contra condutores lentos e totós. até já soprei no balão!
descobri que conduzir é mesmo um prazer e é uma forma excelente de assustar os amigos que andam comigo no carro (quantos de vocês já temeram pela vida, hum?); e mais, descobri que conduzir sozinha no carro com as músicas que mais gosto a tocar alto é uma das melhores formas de liberdade. sabe tão bem.

(a todos aqueles que me acham azelha a conduzir: só bati naqueles objectos todos porque o carro é grande)

19/05/09

a minha vida é um grande palavrão.

14/05/09

PROCURA-SE PESSOA MODERADAMENTE FIXE PARA TROCA DE VIDA.

atentamente,

inês-à-beira-de-um-colapso
nos dias mais ocupados, é quando sinto mais tédio. parece que as contradições tomaram de assalto a minha vida.

(pago 1000€ e dou muitos beijinhos a quem quiser acabar o segundo semestre por mim)

13/05/09

estou
a
ficar
completamente
louca.
tanto drama, tanta dor de cabeça. horas à noite sem dormir, horas de dia a dormitar. faço a sesta, assim o mundo não me consegue apanhar à tarde. será que se eu dormir o dia todo o mundo deixa mesmo de me apanhar? era bem feita.
tanta dor de cabeça, tantas memórias. alguém que me ofereça uma borracha mental! ou uma vida começada do zero, só com partes boas. música, fotografia, cinema, livros, amigos, e uma cama grande e branca. só minha - que ninguém entre mais na minha cama!
ai, drama. sai daqui! quero paz de espírito e chegar a casa de madrugada com dores nos pés por ter dançado horas e horas. livre e sem peso, quase a levitar.
será demais exigir a invenção de um anti-dramático? ou tenho mesmo que mudar de país, para um sítio onde o drama não me apanhe?

(pago 1000€ a quem quiser acabar o 2º semestre por mim)

06/05/09

escolher é imperativo: ou eu, ou eu.

tirem-me de mim.

03/05/09

não gosto propriamente de condecorar pessoas ou gerar hierarquias de qualquer género. contudo, admito que existem coisas que merecem ser reconhecidas e valorizadas.
assim, queria só deixar um obrigada a todas as caras que estiveram lá nestes meses difusos e confusos, caras essas que muitas vezes tiveram ombros em que chorei e troncos que abracei com a força de mil pessoas. quero agradecer por todo o carinho, dedicação, ouvidos, amor. por me terem mostrado que ainda existem pessoas que não arredam pé no meio de tempestades e fins do mundo. se ainda cá estou direita, sã, viva por dentro, a vocês o devo. porque se calhar não sabem, mas os vossos pequenos gestos e palavras foram o meu medicamento mais forte.

(sou um bocado saloia, não sou?)

28/04/09

escrever aqui já não faz sentido. pelo menos por agora. não quero que isto se transforme num sítio negro, cheio de lamentos e infelicidades por isso prefiro ausentar-me. quando tudo estiver mais claro e feliz em mim (e se tiver vontade disso), tornarei a deixar por aqui palavras.
até lá, fico-me pelo silêncio. e pelas insónias.

27/04/09

e como hoje. e como amanhã. e como depois de amanhã. e como todos os dias...

induzam-me uma amnésia. induzam-me um coma.

24/04/09

já não consigo fazer sentido neste mundo estupidamente pequeno.
os lugares são sempre os mesmos e as memórias presas a eles não me largam. vivo os dias a tentar esquecer e não lembrar, com música nos ouvidos para me anestesiar e passo apressado. tento correr para que o passado não me apanhe e para que o futuro chegue mais rápido - mas é tudo em vão, estou presa neste limbo sufocante chamado presente e não consigo ver uma saída.
além de estar a ser o pior ano que já tive, está a ser o mais desafiante: passo os segundos a dar provas a mim mesma de que sou forte e de que vou resistir a tudo. mas há dias em que a única coisa que sinto é um misto de tristeza, vazio e solidão. como hoje.

i lost myself
i lost myself
i lost myself

23/04/09

encerrei(-me) para férias.