10/05/09
09/05/09
06/05/09
Vendo bem, parece que a Utopia está mais próxima de nós do que se poderia imaginar há apenas quinze anos. Nessa época coloquei-a à distância futura de seiscentos anos. Hoje parece praticamente possível que esse horror se abata sobre nós dentro de um século. Isto se nos abstivermos, até lá, de nos fazermos explodir em bocadinhos. Na verdade, a menos que nos decidamos a descentralizar e a utilizar a ciência aplicada não com o fim de reduzir os seres humanos a simples instrumentos, mas como meio de produzir uma raça de indivíduos livres, apenas podemos escolher entre duas soluções: ou um certo número de totalitarismos nacionais, militarizados, tendo como base o terror da bomba atómica e como consequência a destruição da civilização (ou, se a guerra for limitada, a perpetuação do militarismo) ou um único totalitarismo internacional, suscitado pelo caos social resultante do rápido progresso técnico em geral e da revolução atómica em particular, desenvolvendo-se, sob a pressão da eficiência e da estabilidade, no sentido da tirania-providência da Utopia. É pagar e escolher.
aldous huxley, prefácio de "admirável mundo novo"
1946
03/05/09
assim, queria só deixar um obrigada a todas as caras que estiveram lá nestes meses difusos e confusos, caras essas que muitas vezes tiveram ombros em que chorei e troncos que abracei com a força de mil pessoas. quero agradecer por todo o carinho, dedicação, ouvidos, amor. por me terem mostrado que ainda existem pessoas que não arredam pé no meio de tempestades e fins do mundo. se ainda cá estou direita, sã, viva por dentro, a vocês o devo. porque se calhar não sabem, mas os vossos pequenos gestos e palavras foram o meu medicamento mais forte.
(sou um bocado saloia, não sou?)
